A Candi Press é uma pequena editora com uma convicção: alguns livros merecem ser lidos devagar, e feitos com o cuidado que isso pede. Componho o texto à mão — ofício antigo — em tipos clássicos sobre papel creme; caço cada viúva, cada órfã, cada palavra solta no fim da linha; leio um texto raiz por raiz antes de dá-lo por pronto. O olho humano treinado é o meu juiz final — de uma palavra, e de uma página.
Publico em três correntes:
Fontes primárias trazidas ao português, com origem e face à vista.
As línguas antigas lidas uma palavra por vez, a imagem como juiz.
Escritos recuperados e compostos, feitos para permanecer.
Historinhas sem Verbos chegou como nada além de 51 fotos de celular das páginas datilografadas de uma autora já falecida, sobre uma toalha florida. Marilda havia escrito um livro inteiro de contos sem um único verbo — um feito raro de escrita sob restrição. Corrigi cada imagem antes de lê-la, remontei a pilha pelos números de página que as próprias folhas traziam, decidi cada palavra duvidosa a olho, instalei a hifenização brasileira correta no nível da tipografia e vesti o livro com uma pintura do filho dela. De uma caixa de sapatos cheia de fotos a um livro na Amazon — publicado em sua memória, como Coleção Candi Press, volume um.
Veja o livro na Amazon →Se você é autor — vivo, ou guardando a obra inédita de um pai, de uma mãe ou de um amigo — e quer vê-la bem feita e levada aos leitores, escreva para mim. Edito, componho, desenho a capa e levo o livro à Amazon como seu Editor. Seu nome permanece na lombada; eu cuido para que as páginas sejam dignas dele.
O que a casa imprimiu — a coleção Testamentum Domini, um auto teatral e o primeiro título literário. Cada um feito com o mesmo cuidado.